“Sabe, eu não sei o que está acontecendo, mas não vai dar pra ficar aqui por muito
tempo. Se estão mesmo procurando vocês dois, esse não é o lugar mais seguro do
mundo. Vocês precisam sair da Cidade de Vidro”.
Julius e Carla estavam nessa conversa há algum tempo já, pensando numa forma de
descobrir por que fomos atacados e ainda sair vivos dessa.
“Mas pra onde nós iríamos, Julius? Pra onde você iria? E ainda tem a mãe do Lúcio.
Não podemos simplesmente sair da cidade de vidro pelos portões da frente, deixando
vocês. Precisamos de uma alternativa, e precisamos de informação. Informação é a
chave, esse é o lema das bibliotecas.”“Só que você não tem conseguido muita coisa, além dos arquivos vermelhos né? E
aquela coisa, o tal verme de rastreio, não serviu de nada né?”
“Bom, eu estou tentando, mas ele tem uma estrutura muito complexa. O Cubo está
rodando um filtro em volta dele, pra tentar conseguir desconectá-lo de vez. Quando
ele terminar, vou poder entrar na programação e usar o verme pra invadir o sistema
de volta”.
“E enquanto isso o que nós fazemos, Carla? E você, Lúcio, o que diz a respeito?”
“Eu, ...eu sei o que fazer. Eu vou até a Clara. Eu vou entrar pela porta da frente!”
“Você tá maluco Lúcio? Aquela mulher mandou te matar!”
“Mas foi ela que me recrutou, ela me treinou, ela me ensinou o que são as Missões, ela
me mostrou a importância de ajudar os outros, de ser honesto e sincero. Ela não pode
simplesmente ignorar isso”.
Julius apenas olhava de mim para Carla, e não falava nada. Carla parecia nervosa. Um
apito suave, porém constante, chamou nossa atenção. O verme vermelho tinha ficado
azul dentro da caixa holográfica suspensa.
“Ótimo consegui invadir. O cubo já programou o Verme pra viagem de volta, mas ainda
não consegui conectar”.
“Viu? É um beco sem saída, Carla. Eu preciso ir até a sede e conversar com a Clara”.
“Bom, se você vai, vamos precisar de um plano”.
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